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Friday, August 24, 2007

"Itália preparada para acolher lésbica Iraniana"

"Um porta-voz do governo italiano confirmou que aquele irá conceder asilo a uma mulher lésbica prestes a ser dportada do Reino Unido para o Irão. Pegah Emambakhsh está currentemente detida pelos oficiais Britânicos e tem o repatriamento marcado para terça-feira. A sua orientação sexual e a sua vida passada no Irão podem conduzir a que seja executada. (...)"

"(...) A ministra Italiano pela igualdade de oportunidades Barbara Pollastrini tem o apoio do primeiro ministro Romano Prodi para garantir o asilo a Emambakhsh, disse um porta-voz da minitra ao site noticioso Adnkronos International (AKI).
A iraniana de 40 anos procurou asilo no Reino Unido em 2005. Ela fugiu do seu país natal depois da sua companheira ter sido detida, torturada, e consequentemente sentenciada à morte por apedrejamento. (...)"

"(...) O pedido de asilo foi rejeitado pela Agência de Imigração e Fronteira do Reino Unido (BIA), apesar dos seus apelos. A senhora Emambakhsh foi finalmente detida em Sheffield há duas semanas e levada para o Centro de Deportação de Yalrs Wood em Bedfordshire. (...)"

No Ano Europeu de Igualdade de Oportunidades para Todos, e com Portugal como actual presidente da União Europeia, é notável como na nossa estrutura de governo, nomeadamente os Ministérios da Presidência e do Trabalho e da Solidariedade Social, não houve ninguém que tivesse tomado este passo que a Italia felismente quer tomar, ou que tivesse tomado algum que dirimísse idênticas perseguições intra-comunitárias.
De notar bem que a Itália tem sido palco de recentes acontecimentos tormentosos em redor das temáticas LGBT, nomeadamente o casamento gay, a acender reacções desde o parlamento nacional, às autoridades locais ou ao Vaticano. Louvável, portanto, que ainda assim a ministra Barbara Pollastrini e o primeiro ministro Romano prodi tenham tido a verticalidade de re-assumir uma bandeira ideológica que carregaram para o actual governo. Exemplar.

Thursday, June 21, 2007

"Comunidade gay polaca alegadamente a fugir do país"

"Polish Gay Community Reportedly Fleeing Country"

"(Londres) A comunidade LGBT da Polónia está a sair do país enquanto que avança a perseguição apoiada pelo governo, como disse um activista dos direitos civis dos LGBT na quarta-feira."

"Robert Biedron, chefe da Fundação Polaca Contra a Homofobia disse que centenas de homossexuais já arrumaram as suas coisas e foram embora - muitos para a Alemanha e para o Reino Unido.
«É inacreditável. A comunidade homossexual polaca simplesmente foi embora por causa do clima de medo e perseguição» disse Biedron ao The Daily Mail. «A maioria das pessoas que conheço estão já na Inglaterra, devido à actual situação política. Não é por razões económicas, mas devido à perseguição dos homossexuais que decorre aqui.»"

"Biedron disse que «Muitos homossexuais estão a solicitar ajuda à nossa fundação para emigrarem para o Reino Unido». Há alguns dias ainda este mês, mais de cinco mil pessoas marcharam pelas ruas de Vorsóvia na primeira Marcha do Orgulho da capital polaca legalmente sancionada. Muitos dos marchantes levavam faixas dizendo «Stop Homofobia». (...)
(...) Biedron disse ao Daily Mail na quarta-feira que o governo usou uma ameaça de bomba há dois anos, por um homem alegadamente perturbado com o cancelamento das festividades do Orgulho, como pretexto para recolher os nomes e moradas de gays e lésbicas, apesar de uma tal lista violar as leis da União Europeia."

"O governo também está a pressionar através de legislação que elevaria a ofensa criminal «que se promova propaganda homossexual» nas escolas. Se aprovada a medida iria basicamente censurar toda a discussão sobre homossexualidade nas escolas e outras instituições académicas. As organizações LGBT seria excluidas das escolas e «os professores que revelem a sua homossexualidade serão despedidos do trabalho». Além disto o ministro da saúde alegadamente criou um comité especial para examinar modos de «curar» a homossexualidade."

Supostamente fala-se de um país que compartilha da mesma Europa de Espanha, e de Portugal, adepto da Igualdade de Oportunidades para Tod@s!

Tuesday, June 12, 2007

“assédio” a casal lésbico suscita crítica do PSOE contra polícia

PSOE interpela o Congresso sobre a passividade policial diante do «assédio dos vizinhos» a um casal lésbico de Rioja

"O deputado do grupo socialista no Congresso, Francisco Garrido, levantou uma interpelação parlamentar para pedir explicações ao Governo sobre a actuação das Forças e Corpos de Segurança do Estado com respeito ao “assédio” que desde há meses sofre uma casal homossexual residente no município de Rioja (Almería) por parte de alguns dos seus vizinhos.
Segundo consta no documento com data de 6 de Junho e a que teve acesso a Europa Press, a família composta por duas lésbicas e dois filhos menores fruto do relacionamento anterior de uma delas, interpôs numerosas denúncias no posto da Guarda Civil de Rioja sem que se tenham produzido acções sobre a causa das mesmas.
"

"A situação de assédio “implacável”, que já foi denunciada pelo Colectivo de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais da provincia de Almería (Colega Almería), teve o seu último episódio na semana passada quando ambas encontraram a fachada e porta de sua casa cobertas de ovos «uma galinha morta ensopada de sangue, envolta em sal».
Para Garrido, este acto destinado a «atemorizar o casal com símbolos de bruxaria» assim como a utilização de expressões como «sapatão» ou ameaças como «vou matar-te» e «vou arrancar-vos o útero pela boca» exigem medidas de protecção oficial que, de facto, não se adoptaram."

"O deputado do grupo parlamentar socialista no Congresso insta, então, na sua interpelação, que se explique por que motivos a «Guarda Civil de Rioja não deteve os culpados» de tais ameaças que constituem «uma agressão verbal e psicológica para as vítimas». De facto, uma delas está sob tratamento médico enquanto que a outra integrante do casal «está no limite das suas forças».
Por sua parte, os da Colega-Almería fizeram um chamamento para terminar com «este assédio de pesadelo de que sofre o casal» e urgiram o colectivo a lutar com a interposição de denúncias contra este tipo de situações no mundo rural, que asseguram «muito fértil» para este tipo de agressões devido a quase nula «sensibilidade social»."

Friday, June 8, 2007

ORGULHOSO, senhor Primeiro Ministro!?

Organizador da Marcha de Orgulho Gay de Moscovo considerado culpado

Tribunal não considera importantes as provas dos políticos Europeus.


Um dos três organizadores da Marcha de Moscovo escapou à pena de prisão e foi multado quando considerado culpado, esta tarde num tribunal moscovita que desconsiderou factos, apresentados numa audiência preliminar por vários políticos da Europa, como sendo ‘irrelevantes’.

Nikolai Khramov foi condenado sob o Código de Ofensas Administrativas (alínea 1 do Art. 19.3 – desobediência às acções legítimas da polícia). Ele foi multado 1000 rublos, 29 euros, pelos juízes do Tribunal Distrital Tverskoi. (...)

O tribunal interrogou dois polícias A. Gogolev e V. Zhukov, assim como o delegado-chefe da milícia de segurança pública do distrito de Tverskoi, S. Medyanikov.

Todos eles deram testemunhos contraditórios, insistindo que Nikolai Khramov cometeu ofensas administrativas embora tivessem sido incapazes de dizer qual o tipo de desobediência.

O senhor Ostrovsky apresentou provas fotográficas, incluindo fotografias da agência noticiosa France-Presse (AFP) mostrando o momento da detenção, para consolidar a declaração de inocência de Khramov. Mas a magistrada Tatyana Neverova recusou-se aceitá-las. (...)

A mesma juíza irá ouvir os casos contra os outros dois organizadores da Marcha, Alekseev às 9:00 de Moscovo, e Sergei Konstantinov, um activista membros dos ‘Radicais Livres’, às 16:30. É esperado o mesmo veredicto. (...)

Thursday, June 7, 2007

“Um manifesto homossexual para não ignorar a violência homofóbica no mundo”

"Estreou hoje em Buenos Aires"

Uma história de amor entre homens desenvolve-se num país regido pela intolerância. Entretanto uma mulher lésbica encontra-se a si mesma em jovem e descobre que não é quem julgava ser. O que não sabem é que alguém espia... Para além do verosímil, do que é possível neste mundo carnal, existe um manifesto que devemos escutar...

"Uma peça levada a cena por um grupo de teatro independente formado em 2006 com a intenção de gerar obras comprometidas com os conflitos contemporâneos e as problemáticas sociais. «A nossa ideia é construir um teatro sólido, novo, politizado... Voltar a tornar interessante um teatro independente e nacional, que foi relegado e submerso na crise desde que a nova geração de actores e artistas tem memória» afirmam os que compõem o grupo de teatro ‘Building’ (‘Edifício’ ou ‘Construindo’) que apresenta esta quinta-feira o ‘manifesto’.

Antecedentes

No mundo, vários países condenam a homossexualidade com a morte. Noutros países não se chega à pena de morte, mas impõem-se penas igualmente brutais."

"O Manifesto Homossexual não é mais que uma história fictícia, uma história cruel, longínqua da nossa realidade, baseada na notícia de novembro de 2005 em que o governo iraniano condenou à morte dois rapazes que nas primeiras instâncias, como asseguraram, eram maiores de idade (como se isso pudesse autorizar a bárbarie cometida). Depressa descobriu-se que os rapazes mortos tinham aproximadamente 15 e 16 anos mas que haviam cometido crimes e violações, e que por isso foram condenados. A verdade é que foram executados pela sua orientação sexual.
Dados da Amnistia Internacional revelam que, só no ano de 2006, registaram-se 108 execuções no Irão."

"O dado soa catastrófico. De facto é este mundo... tão longínquo quanto próximo. Tão alheio, quanto íntimo. Como poderemos interpretá-lo? Talvez não o ignorando


"El Manifiesto Homosexual" de Andres Nordermeer, con Marcela Arza, Nicolás Larrain, Javier Leguizamo, Rodrigo López, Álvaro Medina y Gabriela Rudilosso Estreno: jueves, 20 hs. en Teatro Club del Bufón. Lavalle 3177 – Abasto Entrada general $ 15 Reservas al (011) 4861-6900

Friday, May 11, 2007

Os 52 do Cairo... há 6 anos.

No dia 11 de Maio de 2001, 52 homens que festejavam num bar do Cairo foram aprisionados pela polícia.

Aqueles gays reuniam-se em festa, no barco Queen Boat, quando a polícia egípcia iniciou a 'rusga'. Levaram-nos para um presídio sob a acusação de 'debocheria recorrente' e 'comportamento obsceno'. Durante vários dias submeteram-nos a torturas como terem de passar 22 horas por dia em celas apertadas e sem camas, espancamentos, e exames médicos que provássem a sua homossexualidade.
Um cárcere de 5 meses antecedeu um julgamento de 15 minutos, que resultou em 21 homens condenados por 'prática corrente de debocheria', 1 por atentado à religião e outro, acusado de ser o líder do grupo, foi condenado pelas duas acusações. Seis meses depois as sentenças foram revogadas, e todos os prisioneiros libertados enquanto um novo julgamento se preparava. Todos acabaram finalmente livres, cumprindo os apelos da opinião pública e grupos de defesa de direitos humanos internacionais, que durante todo o tempo do caso pasmaram e apelaram por libertação.

O documentário "Dangerous Living: Coming Out in the Developing World", produzido pela After Stonewall, narra e desenvolve sobre este caso. Vi-o já há algum tempo, e recordo ter ficado muito impressionada com os testemunhos dos homens ainda aprisionados antes do primeiro julgamento.

Wednesday, April 11, 2007

Lésbicas nepalesas escapam a captura

Tinha acabado de ter conhecimento através deste site, quando uma 'voyer' atenta, e atenciosa, do Eyes On me informou, através de outro comunicado, sobre a mesma notícia:

A caminho do trabalho - uma clínica de rastreio do HIV - duas mulheres suspeitas de serem lésbicas - 16 e 20 anos - foram capturadas e aprisionadas por guerrilheiros maoístas. Foram interrogadas durante 6 horas e submetidas a 'testes para se averiguar se eram lébicas. Desde aquele dia 2 de Março foram obrigadas a comportarem-se 'de modo heterossexual' e a treinar técnicas militares. Conseguiram fugir do campo militar e contactar a única organização LGBT do Nepal, a 'Blue Diamond Society'.
Os maoístas fazem parte da coligação no governo, e a sua líder, Hisila Yami, declarou, no mês passado, que 'não perseguiam homossexuais, mas também não encorajavam o seu comportamento'. Esta foi a reação às crescentes chamadas de atenção por parte da comunidade internacional para as violações dos direitos das minorias sexuais.

"Em Janeiro a Alta Comissária das N.U para os Direitos Humanos, Louise Arbour, criticou o novo governo nepalês por não pôr fim à discriminação contra a comunidade LGBT."
"Os membros da comunidade LBGT são arbitrariamente presos, deditos sem audiência e agredidos e torturados por guardas prisionais."
"No ano passado a polícia prendeu 26 transexuais numa só busca. De acordo com a Blue Diamond, foram levad@s para a esquadra central de Hanuman Dhoka, em Katmandu, onde ficaram detid@s durante semanas sem poderem contactar ninguém."
"A Blue Diamond também disse que os funcionários de projectos de prevenção do HIV são regularmente assediados pela polícia."
"No ano passado Nepal foi um dos vários países nomeados no relatório de violações dos direitos humanos do State Department (governo norte-americano)"

Tuesday, April 3, 2007

Têm que conhecer...

Não apenas porque o Eyes On já foi clicado ali, mas porque há ultrajes em curso no Iraque.
E é preciso denunciar, como se faz noutros países, tão longíquos.

Conheçam o pior do mundo: Iraqui LGBT UK e UK Gay News (com fotos)

Saturday, March 31, 2007

Isto não está bem... nada bem

No Tennessee, E.U.A., uma rapariga de 15 anos acusou um homem de 42, Alexander Cross, de a ter molestado com práticas de sexo oral. Cross foi detido em janeiro de 2007 para aguardar julgamento, tendo sido, ao décimo dia, ‘flagrado’ no chuveiro com formas femininas. Passou a ser recluso na ala das mulheres.
A acusação veio a declarar em tribunal, que a rapariga se tinha apaixonado por Alexander antes de ‘descobrir que era uma mulher’. Perplexa, a rapariga colocou a justiça em perseguição de Cross, a mesma justiça que havia concedido a este, e bem, a mudança do nome de baptismo.
A defesa instruiu Cross a declarar-se culpado... enquanto mulher. Uma das acusações foi retirada, e a juíza Rebecca Stern suspendeu a sentença de 2 anos a que Cross podia ter-se sujeito. Apesar disso, obrigou-o a registar-se como ‘agressor sexual’, e disse-lhe que deveria mudar o nome da carta de condução para o que lhe fora dado em baptismo, de novo – isto foi-lhe solicitado nos seguintes termos: “de homem para mulher”.
A GRAVIDADE DESTA DISCRIMINAÇÃO É BÁRBARA.

Esta notícia, apesar de relatar os factos sem mentiras, conta tudo muito mal. Pior ainda no vídeo do link incluido. Alexander é sucessivamente referido como ‘ela’ na segunda parte das notícias, tendo os editores preferido avalizar os erros da juíza a avalizar a verdade da vítima, do verdadeiro ofendido, Alexander Cross.

Penso que também sobre este tema, a transexualidade, o caminho mais correcto é a educação, a difusão das muitas verdades que se escondem sob a intimidação institucionalizada de ameaças brutas, irracionais: educar os agentes da justiça para reformular as teorias e práticas jurídicas; educar os jovens sobre a pluralidade sexual que colora a humanidade, e dizer-lhes que não há problema se as suas também forem coloridas.
Ninguém aplica conhecimentos que não tem.

Wednesday, January 31, 2007

Como entendo a intolerância em África para com os homossexuais?

Pensei um pouco sobre este assunto depois de saber das notícias que deram origem aos dois últimos post que publiquei (este e este), e cheguei a uma resposta que me pareceu mais ou menos plausível. Penso que o que está na base da homofobia, e outras formas de discriminação em África seja o confronto ideológico de dois paradigmas religiosos – afinal a mesma razão de sempre, em todo o mundo, por muito laicas que outras regiões se apelidem.

O islamismo é a religião com maior tradição em África, já que precedeu a evangelização cristã. O nomadismo ancestral, adjunto à confluência de geografias, e a partilha de cultos e rituais entre povos africanos, porporcionou que o islamismo, emergente e vigoroso, se instalásse como paradigma dominante. No entanto, com o advento (bélico) da colonização, o Cristianismo tornou-se a religião oficial da maior parte dos ‘novos estados’, impondo filosofias quase sempre antagónicas relativamente às crenças das populações autóctones, fossem aquelas o islamismo, ou outros cultos místico-naturalistas.

Naturalmente, um e outro dos principais dogmas religiosos pretendem ser o mais influente sobre os comportamentos das populações, tendo-se originado uma ‘mestiçagem’ institucional insólita e dificil de descortinar, porque, sem quererem ceder nem dialogar, eles sustentam afinal os estados, ainda que em estabilidade periclitante: a justiça ‘oficiosa’ (popular) decalca quase sempre as regras islâmicas, e a justiça oficial (de estado) verga-se aos rigores da cristandade... donde decorrem tais sintomas como: populações a perpétuar a ablação do clitóris em meninas de 7 a 12 anos, e políticas de estado que não se preocupam em proteger a integridade das mulheres; populações que matam homossexuais e leis nacionais que ainda por cima os perseguem.

Na Europa e noutros países ‘desenvolvidos’, explica-se a homofobia com motivos socio-históricos, cultural-normativos, pois que nas culturas ‘modernas’ prima o laicismo (e a religião já não serve de desculpa... Pois!). Os estados africanos ainda não se podem laicizar, já que a Igreja ainda presta ali muitas formas de assistência às necessidades diversas que os estados sozinhos não conseguem suprir. Assim, a homofobia não encontra justificações socio-históricas/cultural-normativas que correspondam a uma laicização – processo longo de reformatação social – dos estados... As justificações são declaradamente religiosas! Logo, é sim e só a disputa pela fé a principal ignição do preconceito homofóbico em África.

Monday, January 29, 2007

Nigéria condena. Quem condena a Nigéria? Eu!

"A Nigéria já começou a colocar em prática suas leis que atentam contra os direitos humanos.

Na semana passada, o homossexual Francis Chima foi condenado a seis meses de prisão após fazer sexo com outro homem. Chima foi preso depois que o próprio rapaz o denunciou, alegando que teria tido "comportamento anormal".
Chima se defende, dizendo que teria sido obrigado a praticar sexo com o rapaz. "Eu estava sob as ordens de Satã, mas nunca mais repetirei meu ato", disse ele ao juiz, que não quis ouvir a desculpa e o condenou à pena.

Na Nigéria, a homossexualidade é crime. No Norte do país, que está sob a lei islâmica, quem for pego fazendo sexo gay pode ser punido com morte. Atualmente, o Parlamento do país estuda criminalizar qualquer encontro entre duas ou mais pessoas onde uma delas é homossexual. O "criminoso" poderia ser condenado a mais de 5 anos de prisão. No ano passado, a Nigéria tornou ilegal o casamento de casais gays que oficializaram sua união no exterior."

Inquisição homossexual em África

A ‘azia’ que está a suceder-se ao projecto social que o governo Sul-Africano abraçou em Dezembro – o casamento entre pessoas do mesmo sexo – tem contagiado outros países Africanos.

Em 2006 o Zimbabue havia aprovado uma lei para criminalizar as expressões públicas de afecto entre homossexuais. Agora, a instabilidade político/religiosa leva a Nigéria – onde a homossexualidade é já um crime – o Quénia e o Rwanda a preparem leis criminosas e persecutórias, já que pretendem privar gays e lésbicas de todos os direitos civís, e punir-nos se deles nos servirmos.
A proposta de lei Nigeriana – uma das mais severas do mundo contra os homossexuais e ‘simpatizantes’ – pretendia apenas banir o casamento entre pessoas do mesmo sexo; afinal propõe criminalizar todo e qualquer encontro entre dois ou mais homossexuais. Entre outras coisas será crime: a actividade associativa lgbt; visualizar filmes de temática homossexual; navegar em sites lgbt; declarar por carta o amor por alguém do mesmo sexo! Será crime facultar informação sobre o HIV/SIDA aos homossexuais, e as penalizações prometem severidade!

Por detrás desta proposta de lei está o conservadorismo do lider da Igreja Anglicana Nigeriana. A instabilidade que a agita neste momento decorre da eleição recente de um bispo assumidamente gay e em coabitação com o seu parceiro, o que suscitou o protesto dos conservadores e o respectivo contra-ataque dos liberais.