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Wednesday, March 7, 2007

Lésbica violada na África do Sul

Na África do Sul, uma mulher lésbica de 19 anos foi violada depois de sair de um bar acompanhada por 3 homens. Eles levaram-na para um descampado, dois deles dominaram-na no chão e violaram-na repetidamente, enquanto que o terceiro se evadia do local, depois de frustradas as suas tentativas de dissuasão dos outros dois. Alegadamente o que motivou os violadores foi a curiosidade: ‘como seria foder uma lésbica?’

Uma porta voz de um movimento de defesa das mulheres, Emelda Boikanyo, tentou diminuir a importância do caso: “O facto de que um deles tentou desencorajar os outros dois mostra que eles não são anormais. Eles são só violentos, agressivos e desordeiros.” Ainda acrescentou: “Eles são só maus elementos da nossa sociedade. Não é crime ser lésbica.”

Estas declarações são severamente ofensivas para as lésbicas. Primeiro porque menorizar esta violência é admitir permissão às reincidências; Segundo porque não é normal ser-se anti-social, violento, agressivo, desordeiro... as lésbicas certamente não o são; Terceiro porque mesmo que o lesbianismo fosse ilegal na África do Sul, não caberia a 3 criminosos o julgamento e execução de uma qualquer pena; Quarto porque não é condigno diminuir a importância de uma agressão motivada por preconceitos e ódios irracionais que conseguem subsistir às leis mais ponderadas – é urgente educar os homens e as sociedades, mostrar-lhe que devem às mulheres o mesmo respeito que esperam para si. A perversão das ideias não absolve os genitais.

Para reportar situações de lesbofobia:
lesbophobie@sos-homophobie.org
ilga-portugal@ilga.org
umar.lisboa@netcabo.pt ou umarpt@netcabo.pt
homofobia@mail.pt

Outros recursos: Lesbofobia_1

Monday, January 29, 2007

Inquisição homossexual em África

A ‘azia’ que está a suceder-se ao projecto social que o governo Sul-Africano abraçou em Dezembro – o casamento entre pessoas do mesmo sexo – tem contagiado outros países Africanos.

Em 2006 o Zimbabue havia aprovado uma lei para criminalizar as expressões públicas de afecto entre homossexuais. Agora, a instabilidade político/religiosa leva a Nigéria – onde a homossexualidade é já um crime – o Quénia e o Rwanda a preparem leis criminosas e persecutórias, já que pretendem privar gays e lésbicas de todos os direitos civís, e punir-nos se deles nos servirmos.
A proposta de lei Nigeriana – uma das mais severas do mundo contra os homossexuais e ‘simpatizantes’ – pretendia apenas banir o casamento entre pessoas do mesmo sexo; afinal propõe criminalizar todo e qualquer encontro entre dois ou mais homossexuais. Entre outras coisas será crime: a actividade associativa lgbt; visualizar filmes de temática homossexual; navegar em sites lgbt; declarar por carta o amor por alguém do mesmo sexo! Será crime facultar informação sobre o HIV/SIDA aos homossexuais, e as penalizações prometem severidade!

Por detrás desta proposta de lei está o conservadorismo do lider da Igreja Anglicana Nigeriana. A instabilidade que a agita neste momento decorre da eleição recente de um bispo assumidamente gay e em coabitação com o seu parceiro, o que suscitou o protesto dos conservadores e o respectivo contra-ataque dos liberais.

Friday, January 26, 2007

Perseguição criminosa a casais homossexuais

O Eyes On quase se apresentou com uma notícia que anunciava alegrias na África do Sul. Já há ‘updates’ a fazer, e não são os mais felizes.

O primeiro casal gay a casar-se na África do Sul, dias depois de aprovada a reformulada lei das uniões civís, tem sido vítima de ameças de morte. Os Gibbs-Halls apresentaram queixa à polícia, junto de quem encontraram a indiferença. À conta deste ‘cenário’ o número esperado de casamentos entre pessoas do mesmo sexo não se comprovou, reportando o Ministério dos Assuntos Internos que apenas 84 casais formalizaram os votos. O casal considera que nenhum par homossexual deve deixar de casar apesar dos acontecimentos tristes. É que também receberam inúmeras mensagens positivas de todo o mundo.

Simultanemanente, o célebre, e Nóbel da Paz, Arcebispo Desmond Tutu, Sul Africano, irou-se publicamente contra a perseguição aos homossexuais: “Perturba-me profundamente que, face a alguns dos problemas mais horrendos que afectam África, nos concentremos em ‘o que eu faço na cama com quem’”. Tutu declarou ainda: “o Deus que eu adoro não consideraria os padres homossexuais uma preocupação prioritária”.

Monday, January 1, 2007

Um desejo expresso para 2007


O blog “O feminismo está a passar por aqui” - muito bem mantido pelo Colectivo Feminista - divulgou num post de 15 de Dezembro passado, esta caricatura sobre o casamento entre homossexuais na África do Sul, pela ocasião em que o parlamento daquela república rectificou as leis que impediam os homossexuais de se casarem. Como se pode constatar na imagem, o debate centrou-se muito na interpretação e no valor da Constituição, Lei Fundamental de um estado. É como se prevê que ocorra em Portugal.



Entretanto há já outros passos fundamentais a dar. Já sabemos que o caminho é SIM, então... vamos correr para essa meta!

Tuesday, November 21, 2006

Casamento em todo o Mundo, já!

Mais uma notícia que deve encher de brio os lgbt de TODO o Mundo:

No dia 14 do presente mês o governo Sul-Africano declarou legal que os casais de homossexuais se casem se o desejarem, decisão firmada depois de acesos debates e polémicas sobre o tema. Em todo o mundo, são agora 5 os países que declaram legal o casamento entre homossexuais: Holanda, Bélgica, Espanha, Canadá e África do Sul. O estado norte-americano do Massachussets também considera legais estas uniões.

Notem bem: apesar de não acontecer em Portugal, esta notícia representa um passo em frente para a plena igualdade de direitos das comunidades homossexuais do mundo inteiro, particularmente no que toca à legitimação do casamento autorizado pelos estados que dão cidadania aos seus lgbt. Mas Portugal é especialmente visado por esta notícia. Vejamos porquê:

1. Tal como Portugal a África do Sul é uma República (a única no lote dos 5 países);
2. Tal como Portugal, existe na África do Sul uma carta fundamental de Direitos e Deveres (uma Constituição) que se impõe a todos os cidadãos e instituições;
3. Tal como em Portugal, existia na África do Sul uma limitação legal extra-constitucional que declarava nulo o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo;
4. E tal como em Portugal (e muito poucos países do mundo) a Constituição Sul-Africana proibia qualquer tipo de discriminação com base na orientação sexual dos seus cidadãos;
5. Ora... Aceso o debate, e ponderado o sentido e a moral de tudo o que estava em causa, a República Sul-Africana deliberou ser legal o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, e que perante esta união os seus previlégios e deveres legais sejam iguais aos dos demais casais. Agora a polémica esfriou e aquele país é mais democrático.
Conseguem assim perceber como é que Portugal encaixa nesta retórica!? Recordem a Teresa e a Helena.

Um a um estes países mostram aos restantes o que é civismo e humanismo. Acabam por mostrar o que é humanidade: devemos poder casar em qualquer parte da aldeia global!