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Wednesday, September 26, 2007

Outro pela visibilidade

Ponham os olhos em mais um vídeo, este da banda inglesa Wire Daisies - uma banda 'gentil'.

A vocalista desta banda é lésbica, e os temas do grupo abordam abertamente a homossexualidade. No video a seguir - Gay Boy - fica bem patente como ser assumidamente homossexual não é motivo de vergonha nem justificação para deixar-mos de agir como é natural em nós.

"Ele é um rapaz gay, e nota-se."
"Mas não há problema, miúdo... ninguém sabe!"

Friday, June 15, 2007

“Uso da Fertilização In-Vitro a aumentar entre lésbicas”

Esta notícia provém de Inglaterra, mas pode-se adivinhar que fenómeno idêntico chegará eventualmente a mais países europeus, incluindo Portugal.
Recordo que no nosso país as lésbicas estão legalmente impedidas de recorrerem a ajuda médica para engravidarem, nem podem ser mães por adopção, pelo que a maternidade só lhes chega por meios milagrosos! Urge simplificar essa situação por meio de legislação!

O número de lésbicas a usar a fertilização in-vitro está a aumentar, segundo estatísticas.
Entre 1999 e 2006, o número de ciclos de tratamento para casais lésbicos triplicou de 300 por ano para quase 1000. Durante o mesmo período, o número de ciclos de tratamento a que se submeteram mulheres solteiras só duplicou.
Mas os peritos dizem que o maior grupo de mulheres a liderar a corrida à fertilização in-vitro são mulheres com mais de 40 anos, indiferentemente das sexualidades.
Quase 40.000 ciclos de tratamento foram providenciados a estas mulheres em 2006, e os seus números aumentaram 15% em apenas um ano.


Angela McNab, chefe executiva da Autoridade de Fertilização Humana e Embriologia (HFEA), que publicou os números por ocasião da conferência anual da autoridade, em Londres na terça-feira, disse ao ‘The Independent’ que o crescimento da procura para as mulheres com mais de 40 anos era preocupante. (...)

De momento, cada centro de saúde do serviço nacional de saúde aparta separadamente os fundos para os tratamentos de uma FIV. Qualquer mulher que queira submeter-se a eles terá de ser examinada por um médico que fará uma averiguação pelo bem-estar da criança. Durante essa averiguação, eles apurarão a necessidade de um pai, pela criança. Eles inspeccionam a estrutura familiar e as equipas ‘gay-friendly’ avalizam o uso da FIV caso a criança posso ter um forte modelo de papel masculino, tal como um tio ou vizinho. Contudo, alguns centros de saúde irão opor-se ao uso de FIV nos casos em que acreditem que a criança necessita de um pai.
A legislação está correntemente sob revisão pelo Governo.


O custo médio de um ciclo de tratamento está entre 5900 e 11.800 euros. Uma mulher que tenha três ou quatro ciclos, em média quantos são necessários antes que uma mulher conceba, enfrentará uma factura de pelo menos 17.700 euros e até 47.200 euros.

Friday, February 16, 2007

O mês da história LGBT

Em Inglaterra as iniciativas de promoção social das causas homossexuais decorrem com a normalidade das festas temáticas escolares. Num caso específico, os propósitos de ambas cruzam-se mesmo.

A iniciativa em causa é o ‘Mês da História LGBT’, uma actividade promovida desde 2005 pela Schools Out, uma das mais antigas e activas associações de defesa dos direitos dos lgbt em Inglaterra. Ali pode efectivamente falar-se já numa História lgbt, que já tem muitos anos e conta com imensos e ilustres personagens. Este ano a associação solicitou a presença de um figurão para lançar as iniciativas do Mês da História LGBT.

Sir Ian McEllen abriu as hostes no debate inicial do evento, tendo elogiado o esforço na promoção da igualdade lgbt nas escolas, e na reunião de audiências tão diversas – professores, académicos, activistas, famílias – para se inteirarem das questões em discução.

As três escassas edições já tornaram este um dos eventos mais concorridos do calendário lgbt e escolar. Este ano, novos participantes deram um importante contributo aos debates, em especial alguns grupos jovens, e a transexualidade também esteve em destaque.

Findo o debate, a representante da Schools Out declarou: “A população jovem – na plateia e no palco – foram incríveis e inspiradores. Nós fomos honrados pela participação de Sir Ian, e foi muito gentil da sua parte ter ficado e conversado com toda a gente no fim.