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Thursday, November 8, 2007

L de...

... Lésbicas em Lagos. LLLLoads of them!! E a partir deste mês ainda há mais uma!


... Lesbians in Lagos. Montes dellllas!! And from this month on there's even one more!

:) Digam coisas, sistas! Keep me posted!


(Para as mais pitósgas, a legenda: "Amo-te Tania. Ass: Alisson". Está escrito numa rua central de Lagos, bem em cima dos estaleiros de obras!)

Friday, April 20, 2007

ILGA Portugal prescreve boas práticas... Tomam-nas quem quiser.

Recentemente tem-se ouvido algumas alusões sérias (ou não tanto) ao tema da violência sobre homossexuais, sendo que nem toda pode ser classificada de homofobia – distingui-se a violência entre parceiros homossexuais, da violência de terceiros sobre homossexuais.

Antes de mais há que notar que o assunto não é simplesmente uma possibilidade a que responder eventual e excepcionalmente, uma suposição. Trata-se efectivamente de um problema real de segurança pública/privada, logo de defesa dos direitos de indivíduos, de comunidades, de cidadãos.
Não aconteceu, então, sem propósito, a emissão na passada segunda-feira, 16 de Abril, de uma “proposta de boas práticas para o relacionamento entre as forças e serviços de segurança e as cidadãs e os cidadãos LGBT” que a ILGA Portugal dirigiu a diversos responsáveis políticos nessa área em Portugal. O objectivo desta acção foi contribuir proveitosamente para “(...) a formação dos agentes policiais e a definição de um manual de boas práticas sobre como lidar com vítimas de incidentes motivados por homofobia (...)”.

São demasiado recentes os casos de um casal gay insultado por polícias, no Porto; uma onda de ataques a transexuais que no passado mês de Março assolou Lisboa, tendo os agressores passado impunes (tristes semelhanças com o caso da Gisberta); diversos ataques registados (quantos por registar?) a indivíduos homossexuais em Viseu nos anos passados; as injúrias de vizinhos que levaram a Teresa e a Lena a abandorarem a vida que levavam em Aveiro; a discriminação de duas alunas numa escola de Gaia; e uma infame declaração de magistrados que excluia a violência entre homossexuais decorrida no domicílio – arena sentimental privada – do conjunto de situações classificadas como violência doméstica, e sob os devidos parâmetros avaliada pela justiça.

Perante tais evidências, tardava realmente uma tomada de atitude do colectivo de cidadãos homo/bi/transexuais portugueses. Ela surgiu, então, sob a forma desta “declaração” da ILGA: “Só um bom conhecimento da realidade permitirá uma intervenção eficaz.”
O Reino Unido já o havia feito, o Brasil, e penso que Espanha também. Estarmos mais atrasados no percurso para o casamento não tem de significar que deixemos de reivindicar outros direitos essenciais, sem termos de pagar ou penar por eles. Ninguém o faz, e nem a homo/bi/transexualidade é mais pecado que a heterossexualidade.

Saturday, January 13, 2007

Declaração

Sim, declaro ser verdade andar, desde há uns tempos, perfeitamente encantada com o plano intelectual de tudo. Como me felicito disso! Havia muitos anos que não me deliciava de forma tão gulosa na minha mente, nas mentes, na sabedoria. Tenho descoberto delícias quase pecaminosas no mundo mental, como substâncias estupefacientes... nada estupidificantes, ao contrário daquelas a que já me sujeitei por força de um azar de amor. Azar!? Amor!? ... Adiante!

Por minha honra declaro ser verdade o que atrás foi exposto...

... mas não sou uma pessoa exclusivamente mental. Deus, esse casto, me permita nunca o ser. Material é o mundo que me estimula a processar. Sim, ando encantada a processar, de um modo que muitos podem não entender. Não faz mal, não têm de entender.
Mas não se enganem... eu não vivo só na minha cabeça, nem é só ela que processa.