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Saturday, July 21, 2007

"Depois da violência, lésbicas húngaras celebram casamento simbólico"

"Um casal 'lésbico' celebrou simbolicamente votos matrimoniais em Budapeste, desafiando ameaças de violência por parte de neo-nazis, reporta o jornal húngaro Nepszabadsag."
"Eva Moor e Reka Kinga Papp beijaram-se diante das câmaras este fim de semana, com o parlamento húngaro como cenário, enquanto aceitaram em casamento a mão uma da outra."

"Ambas, Moor e Papp, são heterossexuais - o acontecimento foi organizado pelo Partido Humanista Húngaro como reação às
agressões sobre gays e lésbicas durante as celebrações do Orgulho em Budapest, em Junho."

"Na cerimónia, Katalin Levai, um ministro socialista do governo, apelou a mudanças no código civil húngaro de modo a que permita casamentos do mesmo sexo. De notar que a Hungria fora do ritmo da maior parte da Europa. (...)"

Sunday, June 17, 2007

Mas que soberbo e rotundo sermão!

... aquele com que a Fernanda Câncio quase abriu (mas ainda só quase) a revista do Jornal de Notícias, a 'Notícias Magazine'.

Fazia falta que aquele, exactamente aquele discurso chegásse às consciências de todos os públicos. Assim, menos burilado, erudito e distante, desta vez. Apenas certeiro.
Entre a comunidade LGBT ele é conhecido sobejamente, é-nos penosamente íntimo. Não faz mais sentido guardar essa pena como uma relíquia da tal 'clandestinidade' em que ainda se abriga o amor homossexual.

As lésbicas e os homossexuais querem poder casar-se. Mulheres que amam mulheres e homens que amam homens querem constituir famílias, com filhos e com toda a dignidade com que se constituem famílias. Valorizamos o casamento e a família da mesma forma que valoriza o resto da população.
Se há quem insista em subvalorizar o amor homossexual 'porque sim', há entre nós quem prefira não acreditar que o preconceito contagioso é moralista e fácil, generalizado como uma cultura pop, bacoco, e espera antes que se resolva a incongruência legal que detém reféns os espíritos da democracia e do amor.

Wednesday, May 9, 2007

Que tem isto de difícil?

Ontem um colega de trabalho faltou sem que nós esperássemos.

Foi à Conservatória do Registo Civil registar o casamento. Casa-se pela Igreja daqui a uns meses. E não lhe custou dores de cabeça, nem insultos e discriminações, nem perseguições irracionais, ou chatices outras.
Custou-lhe cento e pouco euros.

Que tem isto de difícil...? :(

Tuesday, May 1, 2007

A República vai parir um bluf!?

O programa governativo que Sócrates apresentou aquando da assunção da presente legislatura assumia “(...) uma nova visão da organização social e a ambição de contribuir de forma decisiva para a sua concretização (...)”; comprometia-se em fazer uma “(...) análise política da evolução mais recente da situação das famílias em Portugal.”; reconhecia a “(...) diversidade das situações familiares, o que implica o estudo e acompanhamento das mudanças em curso na família e a definição de tipologias de intervenção adequadas.”; e declarava que “O Governo considera importante garantir a efectiva não discriminação das diferentes situações familiares (...)”.
E mesmo quando “O Governo assume integralmente as disposições constitucionais e as orientações da União Europeia em matéria de não discriminação com base na orientação sexual.” ele finda sem propôr medidas concretas para efectivar as ditas ‘disposições’, simplesmente propõe debate.

Desde então as incoerências. Mesmo:
- comprometido, desde o início, com o combate a todas as formas de discriminação social;
- assumindo a presidência da União Europeia no Ano Europeu para a Igualdade de Oportunidades para Todos;
- declarando que a regulamentação do casamento entre homossexuais haveria de seguir-se à regulamentação da IVG...

... o Governo atirou para a gaveta a proposta da ala jovem do PS de avançar para a regulamentação do casamento entre homossexuais, e furtou-se ao debate ‘programado’. (Fez pouca diferença que se dotásse (...) a juventude portuguesa dos instrumentos necessários para uma activa participação e intervenção social e cívica.” ou é promessa ainda em processamento).

Agora vislumbra-se nova miragem:
Presentear a República Portuguesa no ano do seu centésimo aniversário, 2010, com a regulamentação das uniões civis entre homossexuais, por fim. É uma habilidade de um governo que se submete a escrutínio público em 2009? Ou é uma brincadeira de mau gosto!?
A resposta está em 10% dos portugueses a quem este anúncio encarrega a responsabilidade de toda uma ideologia social/socialista, e o cumprimento de uma Constituição. Golpe baixo... mas mãos à obra! E haja seriedade e honra.

Monday, April 30, 2007

Lesbofobia_7

Discriminação na Universidade Chilena de Concepción

Duas alunas da Universidade cita foram expulsas, depois de humilhadas e insultadas, pelos seguranças da casa de estudo onde se encontravam. Estes alegaram que elas se comportaram de modo imoral, e que o regulamento indica a expulsão em tal caso. Mencionaram também que ‘naquele lugar passam crianças’.

A associação lésbica ‘Mafalda’ tomou conta da queixa das alunas, estranhou a contradição dos actos para com o lema da Universidade: desenvolver livremente o espírito. Convocaram um protesto diante da Universidade, e exigiram reunir com o director Sergio Lavanchy para exigir a substituição preventida e punitiva dos guardas alegando “princípios éticos”.

Ao mesmo tempo, o governo chileno move-se na direcção de aprovar uma lei de união civil entre homossexuais, com deputados e senadores a subscrever um documento iniciado pela associação Movilh, em que colaboraram advogados e professores académicos. O intuito foi acelerar os compromissos assumidos no programa presidencial.

Esta notícia toca-me especialmente. Quando eu andava na faculdade podia namorar onde quisesse, escola ou casa, e podia levar para o apartamento onde vivia, e que partilhava com outras, quem eu quisesse fossem que horas fossem, mesmo que não se tratásse de outra aluna da Universidade. As minhas colegas partilhavam da minha vida sentimental, tanto quanto eu partilhava das delas, e penso mesmo que até a encarregada do edifício conhecia os/as amores de todas nós. Foi, como deveria ser para toda a gente, o melhor momento da minha vida, e não um momento de refrear emoções ou conhecimentos.

Para reportar situações de lesbofobia:
lesbophobie@sos-homophobie.org
ilga-portugal@ilga.org
umar.lisboa@netcabo.pt ou umarpt@netcabo.pt
homofobia@mail.pt

Outros recursos: Lesbofobia_1; Lesbofobia_2; Lesbofobia_3; Lesbofobia_4; Lesbofobia_5; Lesbofobia_6