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Tuesday, July 31, 2007

"Chile: apoio económico para três associações lésbicas que tienen projectos acerca da visibilidade, violência e cultura"

"Três organizações lésbicas - Agrupación Las Otras Familias, Colectiva La Perlita y Colectiva Lésbica Mafalda de Concepción - foram apoiadas com fundos para que se lancem os seus projectos dirigidos à comunidade lésbica, nada mais que trabalho político de visibilidade.

O Fundo Alquimia, ONG que doa fundos através de concursos para iniciativas das mulheres, confiou este ano, de modo inédiro, em três colectivos que apresentaram os seus projectos em acerca da visibilidade, violência e actividades culturais."

"A Agrupación Lésbica Las Otras Familias - dirigida pela professora Emma de Ramón - apresentou o seu projecto "Geração e Distribuição pela Internet de Registos Audiovisuais sobre diversidade lésbica", cujo objectivo é socializar as diversas realidade lésbicas, recuperando e visibilizando histórias de vida que hoje se encontram fragilizadas e agredidas por um discurso social que assume a heterossexualidade como norma única."

"Por sua vez, a Colectiva Lésbica Muro Activista La Perlita obteve o apoio ao seu projecto denomidado "La Batu Perlita", que procura processos e ferramentas para formar a primeira batucada lésbica que se apresente em marchas e protestos, seguindo o exemplo das companheiras argentinas "Lesbian Banda" que participaram na Marche Lésbica desenvolvida em Fevereiro em Santiago do Chile"

"Finalmente, o Colectiva Lésbica Malfalda, que só conta com pouco mais de um ano no activismo em Concepción, ganhou fundos para o seu projecto denominado "Eu Quero", que pretende impulsionar uma campanha que visibilize a violência nas relações lésbicas das regiões, sendo esta uma realidade silenciada e escondida pelas próprias lésbicas."

Wednesday, January 10, 2007

Lusofonia LGBT poderá integrar a ONU em breve – repto aos brasileiros

Cedo no passado mês de Dezembro foram integradas, enquanto consultoras, três organizações lgbt internacionais no Conselho Social e Económico das Nações Unidas (ECOSOC – Economic and Social Counsil). Anteriormente, as suas candidaturas tinham sido rejeitadas por parte do Comité das ONG’s deste mesmo Conselho.

O papel destas Organizações Não-Governamentais (ONG’s) no ECOSOC – composto por 54 estados membro das Nações Unidas – é contribuir com a sua aptidão para endereçar assuntos e problemas de justiça social, e chamar a atenção para aquelas violações dos direitos humanos motivadas pela orientação sexual ou identidade de género – descriminações várias, perseguições, crimes de ódio, etc... Também se incluem os direitos das mulheres, que, em certos países ainda são duramente descriminadas (as únicas ONG’s lgbt a ter anteriormente tido o estatuto consultivo no ECOSOC, a IWDL – International Wages Due Lesbians, norte-americana, e a COAL, Coalition of Activist Lesbians, australiana, representavam também os direitos das mulheres).

Assim, depois da ILGA Europa, em representação dos associados europeus da ILGA Internacional, da LBL em representação da Alemanha, e da LSVD Dinamarquesa, agora foi anunciada a possibilidade da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (ABGLT) juntar-se às três ONG’s iniciais.
Isto coloca a lusofonia lgbt-associativa num lugar de destaque na cena internacional pela reivindicação dos direitos das Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros, a primeira associação não-europeia neste grupo.
Claro, não espanta que seja unicamente um esforço brasileiro. Do outro lado do atlântico opera-se uma admirável ‘revolução’ nos direitos humanos, através de acções trans-institucionais simples e justas que se têm reflectido no progresso social, e logo no económico. Lá caminha-se para o século XXI.

“A sua adicção à família das ONG’s das Nações Unidas traz mais credibilidade à própria UN. Esta decisão pavimenta o caminho para os grupos lgbt da África, Ásia, America Latina, a quem esperamos, no futuro, seja atribuido o estatuto consultivo, para que seja garantida na UN uma maior representatividade global das vozes lgbt.” Disse Adrian Coman, representante da Comissão Internacional de Gays e Lésbicas pelos Direitos Humanos (IGLHRC – International Gay and Lesbian Human Rights Commission).

Não me ocorre outra coisa neste momento senão apelar aos cidadãos lgbt brasileiros residentes em Portugal para que se organizem aqui numa associação lgbt própria, de modo a que prossigam o louvável percurso no activismo que tão bons resultados tem surtido além mar. Seria uma imperdível oportunidade para aprendermos convosco, e melhor seria ainda se podesse haver união dos vossos propósitos e esforços com os nossos. Desde já saibam que podem contar comigo!

Tuesday, January 2, 2007

Existe diversidade associativa lgbt em Portugal

E há muitas formas diferentes pelas quais se manifestam as ideias e reivindicações das pessoas e grupos lgbt.
Associações há-as ‘para todos os gostos’, com diversos objectivos, programas e públicos-alvo. A categorização pode processar-se, essencialmente, segundo os conteúdos e temas lésbicos ou gay, mas também transexo:

- at. - transexo
- Associação Portuguesa de Homossexualidade Masculina - gay
- Ursos de Portugal - gay
- Clube Safo - lésbicas
- Grupo de Intervenção e Reflexão sobre Lesbianismo, GIRL - lésbicas
- Ponto Bi - Bissexuais

Mas também temos associações ‘mistas’, onde o principal critério de admissão é a idade, a localidade ou ainda a religião. Noutras o convite. Noutras simplesmente cumprir os deveres de associado:

- Rede Ex-Aequo - 16 a 30 anos
- Associação IlgaPortugal
- Opus Gay
- Não Te Prives – Coimbra
- Grupo de Reflexão e Intervenção do Porto, GRIP - Porto
- Gays e Bissexuais da Beira Interior, BiGayBi - Beira Interior
- Leiria Alternativa – Leiria
- Grupo Português de Intervenção Social, GPIS – ex-Testemunhas de Jeová

Há ainda grupos cujos propósitos são mais lúdicos que reivindicativos, onde a associatividade não pressupõe activismo mas simplesmente reunião e participação nas dinâmicas da sociedade anónima civil.

- Portugal Pride - eventos pride
- Lesboa Party - festas lésbicas/lgbt
- Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa - cinema lgbt

E há, por oposição, associações motivadas por objectivos políticos e/ou sociais, que se preocupam em intervir de forma visível, identificada e ‘quase’ provocatória.

- Panteras Rosa – activismo/intervencionismo lgbt

Outras formas de manifestação lgbt não possuem dimensão física ou propósito associativo. Estes portais ou blogs são, algumas vezes, reflexo de personalidades singulares, ou de ideias específicas de grupos singulares, das suas perspectivas sobre os assuntos lgbt e/ou outros, e concretizam-se no plano virtual da rede cibernértica trans-associativa, onde critérios de admissão não existem para além da acessibilidade à internet.

- GLS Portugal - portal generalista
- portal Homofobia – anti-homofobia
- Ideias Amigas - lésbicas
- Zona Queer - lésbicas/queer
- PortugalGay - portal generalista
- Gay Motard Portugal - gay/motard
- Zayas - editora lgbt

Tuesday, December 26, 2006

Festividades associativas – ainda o Natal

O GRIP, Grupo de Reflexão e Intervenção do Porto realiza no próximo dia 29 um jantar intitulado 2º Jantar de Solstício de Inverno. O blog do Grip anuncia.

Este jantar está aberto a associados, não associados e a qualquer pessoa que se queira inteirar das iniciativas do grupo. A ementa anuncia-se variada e o preço é de 6 euros + bebida. O local não está anunciado, mas podem solicitar essa informação pelo e-mail grip.ilga@gmail.com, que deverá servir também para confirmarem a vossa presença, como se requer.

Saturday, November 25, 2006

Clube Safo festeja e debate sexo seguro

Há mais iniciativas para dar visibilidade à homossexualidade e para celebrar o associativismo lgbt por este país.

O Clube Safo promete uma temporada cheia de actividades a partir de Dezembro.
- No dia 4 celebram no fórum FNAC do Chiado os 10 anos do Clube com um debate e jantar convívio. Quem quiser participar tem só até dia 30 de Novembro, 5ª feira, para confirmar a sua presença;
- No dia 9 descentralizam e reúnem no Porto para debater "Comportamentos sexuais entre mulheres: práticas de sexo seguro". Vai ser às 15:00 na sede da associação UMAR. Para esta actividade não é necessária a inscrição prévia.

E claro, estas iniciativas estão abertas a toda a gente, não apenas a Lésbicas ou GBT.